O primeiro confronto direto entre Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e Flávio Bolsonaro (PL) nesta campanha levou à Band, neste domingo (18), uma combinação de acusações pessoais e discussões sobre a vida dos eleitores: trabalho, saúde, segurança e dívidas.
Realizado em São Paulo, com mediação de Adriana Araújo e Eduardo Oinegue, o encontro colocou os adversários frente a frente a uma semana do segundo turno. Entre os temas discutidos, estiveram o financiamento de um filme sobre Jair Bolsonaro, investigações mencionadas contra familiares e as propostas econômicas dos candidatos.
Cobertura em atualização: este texto reúne os principais acontecimentos confirmados até 22h12 de 18 de outubro, no horário de Brasília.
Familiares e o filme sobre Jair Bolsonaro entram no embate
Flávio cobrou Lula sobre Roberta Luchsinger e seu filho Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha. O presidente respondeu que familiares também devem ser investigados caso existam suspeitas.
Lula, por sua vez, pressionou o adversário sobre recursos ligados a Daniel Vorcaro e ao financiamento de Dark Horse, filme sobre Jair Bolsonaro. Flávio afirmou que o dinheiro se destinava à produção e exaltou o pai. As acusações feitas no palco não equivalem, por si só, à comprovação de crimes.
SUS e pandemia provocam discussão
Flávio prometeu elevar a qualidade do atendimento no SUS e citou o médico Claudio Lottenberg para comandar a Saúde. Lula questionou se a proposta implicaria privatização do sistema e criticou a condução da pandemia no governo de Jair Bolsonaro.
O senador reconheceu dificuldades daquele período e defendeu a atuação do governo do pai na compra de vacinas.
Jornada de trabalho, salário e dívidas: o que foi proposto
Lula questionou Flávio sobre a manutenção do fim da escala 6x1. O senador negou que pretendesse revertê-lo. Na economia, o presidente defendeu inclusão social, circulação de renda e valorização do salário mínimo.
Flávio concentrou críticas no custo de vida e no endividamento. Prometeu renegociação de dívidas, com suspensão temporária de pagamentos, além de crédito para pequenos negócios. Também anunciou a intenção de criar um Ministério da Prosperidade. As medidas foram apresentadas como propostas de campanha, não como benefícios já disponíveis.
Segurança: facções, presídios e integração
Flávio defendeu classificar facções e milícias como organizações narcoterroristas, ampliar penas e criar vagas no sistema prisional. Lula cobrou apoio à PEC da Segurança e prometeu um ministério específico, condicionado à aprovação da proposta no Senado.
O presidente sustentou que União, estados e municípios precisam atuar de forma coordenada. A discussão também incluiu saídas temporárias de presos e a intenção de Flávio de conceder indulto ao pai.
Gestos e interrupções elevam a tensão
A movimentação de Flávio atrás de Lula, com gestos de negação enquanto o presidente falava, provocou reclamações. Os mediadores lembraram que a circulação pelo estúdio era permitida, desde que não atrapalhasse o candidato com a palavra.
Ainda no primeiro bloco, Flávio recebeu um minuto de direito de resposta.
Sigilos e relações com os Estados Unidos também entram na disputa
No terceiro bloco, Lula propôs que ambos abrissem dados bancários e telefônicos e estendeu o desafio às famílias. Flávio respondeu com novas acusações contra o presidente, sem aderir diretamente à proposta.
O confronto também alcançou as tarifas americanas sobre produtos brasileiros. Flávio criticou a atuação do governo nas negociações; Lula questionou a relação do adversário com os Estados Unidos e o destino de recursos estratégicos do país.

